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Motivação, estresse e ansiedade: Qual a medida certa para o sucesso?

Em tempos de Olimpíadas e Paralímpiadas lidar com as emoções sempre faz os corações baterem mais forte

05/08/2021 às 15h37
Por: Redação EF
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 Foto: André Figueiredo por Pixabay
Foto: André Figueiredo por Pixabay

Em tempos de Olimpíadas e Paralímpiadas lidar com as emoções sempre faz os corações baterem mais forte. Mas para entender o universo do atleta é necessário entender o que o esporte pode proporcionar além dos limites das quadras ou da linha estreita de uma trave de equilíbrio. 

Os atletas e paratletas sempre estão buscando evoluir em seu máximo potencial, perseguindo a quebra de seus limites, que geralmente são traduzidos em tempos no caso da natação; pontos no caso dos esportes de quadras ou ginástica e concentração, como no caso do arco e flecha. Mas para que isso seja possível, horas, meses e anos de treinamento são necessários para que a evolução, o preparo físico e a sobrecarga de treino sejam incorporadas à rotina e aos limites do corpo e da mente, por isso é necessário um número incansável e incessante de repetições para que o hábito do acerto seja incorporado.

“Para este fenômeno podemos dar o nome de motivação, ou seja, para que possamos chegar aos nossos objetivos devemos querer, almejar, lutar e ir em busca de nossos propósitos, sendo assim transformando nossos sonhos em metas. Dentro de uma perspectiva de motivação temos atletas e paratletas de diferentes perfis. Temos os que perseguem muito seus objetivos e que, em algum momento de fracasso, continuam tentando, pois ainda não atingiram suas metas (chamamos este perfil de expectativa de sucesso) e temos alguns e algumas que, por inúmeros motivos, após tentarem muito têm o sentimento de frustração “pesar em suas costas” (denominados de medo do fracasso), sendo assim, acabam muitas vezes  por desistir, mesmo apresentando um elevado potencial”, afirma o coordenador do Curso de Educação Física da FAM, Vinícius Hirota.

Outros aspectos que estão presentes nas sessões de treinamentos e principalmente nas competições são o estresse pré competitivo e a ansiedade, para muitos encarados como fantasmas, mas são elementos importantes para a melhora e manutenção do desempenho, ou seja, é preciso estar em estado de alerta e de ativação para encarar os momentos de turbulência.  A questão é: até que ponto este estresse ou esta ansiedade é positivo ou negativo? 

Para Vinícius Hirota, em se tratando dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos estamos falando de atletas e paratletas com experiência em competições. Durante os treinamentos os atletas são levados a experimentar diferentes tipos de competições para assimilar os momentos de ansiedade e estresse, primeiro com atletas de nível de habilidade inferiores e aumentando gradativamente o nível das competições.

“Por isso, costumo dizer que competições são testes de desempenho e com eles buscamos o controle das atividades dos atletas. Então, o negócio é se divertir no que se está fazendo, sendo assim seguiremos em busca do sucesso, sempre sabendo que fracassar, errar e tentar de novo faz parte de nosso universo esportivo”, finaliza Vinícius.

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