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Em entrevista ao programa BN na Bola, Pedro Henriques explica sua saída do Bahia e cita equívocos para temporada ruim do clube

Após deixar o Bahia há quase um ano, Pedro Henriques, ex-vice presidente e ex-diretor executivo do clube, detalhou a sua decisão de encerrar seu trabalho no Tricolor

17/02/2021 23h15
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Por: Redação EF Fonte: BN
Foto: Divulgação/EC.Bahia
Foto: Divulgação/EC.Bahia

Após deixar o Bahia há quase um ano, Pedro Henriques, ex-vice presidente e ex-diretor executivo do clube, detalhou a sua decisão de encerrar seu trabalho no Tricolor. Em entrevista nesta quarta-feira (17) ao programa BN na Bola, da rádio Salvador FM 92.3, apresentado por Emídio Pinto, Glauber Guerra e Ulisses Gama, ele contou as razões de deixar o clube, opinou sobre alguns dos erros do Bahia para estar na atual situação e alternativas para que a agremiação possa se reerguer. 

“Eu passei, somados os dois períodos, praticamente cinco anos no Bahia. Na primeira fase, fui vice-presidente de Marcelo de dezembro de 2014 a dezembro de 2017, é um tipo de trabalho totalmente diferente do que eu exerci no segundo momento, quando voltei para ser diretor executivo na gestão de Guilherme Bellintani e Vitor Ferraz. Quando se é vice-presidente, você estabelece com o presidente as diretrizes, as políticas, um planejamento macro. Enquanto como diretor, você executa o que o presidente e o vice-presidente pensam”, declarou Pedro Henriques. 

Ele explicou que chegou um momento em que sentiu que o trabalho já estava desgastado e, respeitando seus superiores, seria melhor deixar o cargo no Bahia antes que as divergências, que ele considerava naturais, se acentuassem. O ex-diretor acabou saindo do clube em março do ano passado. 

“Eu sou Bahia e foi uma decisão difícil sair do clube de coração, mas eu não estava mais tão feliz no trabalho. Não é questão de deixar de ser torcedor, porque isso nunca vai acontecer, mas eu sentia que não contribuía mais com aquela gestao”, admitiu. "Divergências sempre existem, isso é natural. Existem mil maneiras de fazer as coisas no futebol, cada um tem a sua, e eu achava que no estilo daquela gestão eu já tinha feito minha contribuição e era melhor encerrar o trabalho num momento positivo”, completou o ex-diretor.

Enquanto esteve na agremiação, Pedro Henriques viu o Bahia passar por bons momentos na história recente do clube. Enquanto do fim de 2019 até o fim desta temporada, o Esquadrão teve queda no rendimento e vem passando por situações complicadas, tanto em campo, quanto dentro da gestão. Questionado sobre o momento do Tricolor, o ex-vice presidente posicionou quais motivos ele acredita que levaram o Bahia para o cenário que enfrenta atualmente. 

“Na minha concepção, o Bahia, já há algum tempo, mudou um pouco a sua política de contração e montagem de elenco, passou a buscar jogadores de maior renome e mais qualificados no cenário do futebol. A gente trouxe Fernandão, Guerra, Guilherme... Acho que houve uma mudança nessa linha de contrações e que foi uma tentativa de evoluir. No futebol, o Bahia foi muito bem em 2018 e isso fez com que a diretoria pensasse em alçar voos maiores. E eles acharam que a forma de fazer isso era contratar esse tipo de jogador, o que me parece que foi um equívoco”, pontuou. 

“O Bahia fez muitos investimentos ousados que atletas que trazem um risco grande caso eles não performem e acho que, muitos desses atletas que vieram, não performaram. A diretoria demorou de perceber essa realidade, porque estava convicta de que tinha feito bons investimentos, atletas com valores expressivos de salários. Quanto você tem essa realidade e demora de mudar, se coloca uma situação difícil", ressaltou Pedro Henriques. 

Ele aproveitou para dar o exemplo com o técnico Roger Machado, comparando que apesar do treinador ter realizado um bom trabalho durante parte de sua passagem pelo Tricolor, sua saída foi adiada, o que trouxe prejuízos para a sequência da equipe. 

“O Roger, por exemplo, ficou por muito tempo. Apesar de ser um cara sério, trabalhador, bom, não estava mais funcionando. O declínio técnico foi claro no segundo turno do Brasileiro de 2019, mas ele permaneceu e, quando o veio o Mano, o Bahia manteve o erro de seguir com o mesmo elenco. Não tirou os jogadores que estavam e aí trouxe Elias, seguindo esse perfil de jogadores consagrados, Anderson Martins, Índio Ramírez, e esse último foi o único dessa leva que deu um rendimento interessante”, detalhou. 

O ex-diretor aproveitou para opinar qual a solução que ele considera melhor para que o clube melhore sua situação financeira e de desempenho nesta próxima temporada. Segundo ele, os salários elevados de alguns atletas e a pouca venda de jogadores que não estejam rendendo também não são aspectos positivos para o caixa do clube. “Um jogador, na realidade financeira do Bahia, ainda mais num cenário de pandemia, se está na dúvida do rendimento, é melhor tirar”, destacou.

“O Bahia costuma dar muito mais certo e muito mais sorte com atletas jovens e que queiram crescer na carreira, como Zé Rafael, Gregore, Flávio, que me parece que seria o caminho que o Bahia deveria seguir em 2021”, finalizou.

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